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Impressão 3D: conheça a tecnologia capaz de criar chocolates, brinquedos e próteses humanas

De uma máquina que fica guardada em um escritório nos Jardins, em São Paulo, saem peças idênticas a crânios, corações e outros órgãos humanos. Pode parecer cena de um filme futurista, mas esse é o trabalho de uma das impressoras 3D que ficam na sede da BioArchitects. Esse tipo de tecnologia, que surgiu nos anos 1980, veio para revolucionar a economia, facilitar alguns processos e proporcionar mais segurança para ações como a cirurgia médica em casos raros.

Mas o que exatamente faz uma máquina dessas? Diferentemente das impressoras de papel, ela é capaz de produzir objetos tridimensionais. E, hoje, já fabrica itens como armas, brinquedos, instrumentos musicais, próteses humanas e até casas. Os materiais usados nessa produção também variam: há impressoras 3D que usam plásticos, metais e borracha para gerar seus objetos, assim como há aquelas que utilizam açúcar e areia.

Apesar de existirem impressoras 3D diferentes, que usam técnicas diversas, podemos dizer que todas funcionam adicionando camadas de material até formar o objeto desejado. O mais comum é ter um modelo desse objeto criado no computador, por um programa específico, e que depois é enviado para a impressora, onde se escolhe o tamanho e as características desejadas. Depois, inicia-se o processo: a máquina pode tanto derreter o material que se aplica nela quanto usar o material já líquido, que será curado durante o processo de impressão para ir compondo as camadas do objeto. No vídeo a seguir, é possível acompanhar uma impressão de FDM, o método mais popular hoje em dia por demandar um baixo investimento:



História

É surpreendente, mas a primeira impressora 3D já tem mais de 30 anos. Ela foi patenteada em 1986 na Califórnia, nos Estados Unidos, por Chuck Hull, que até hoje é considerado o pai dessa tecnologia. Sua criação, no entanto, foi meio por acaso: Hull trabalhava em uma empresa que usava lâmpadas UV para criar peças de plástico que pudessem ser acopladas a móveis. Na época, ele ficava frustrado com o tempo necessário para se criar esse tipo de peça, então pensou que uma alternativa seria produzir peças empilhando milhares de camadas de plástico, que poderiam ser moldadas usando a lâmpada.

Depois de um ano de pesquisa, Hull conseguiu dar corpo a esse sistema e, em 1988, dispunha da primeira máquina pronta para ser comercializada. Os primeiros segmentos de mercado que se interessaram foram os automobilísticos, já que produzir peças motoras de um jeito econômico e prático pode ser extremamente útil para essa indústria. No entanto, em uma entrevista ao jornal britânico “Guardian” (https://www.theguardian.com/business/2014/jun/22/chuck-hull-father-3d-printing-shaped-technology), Hull conta que, de tudo o que as impressoras 3D proporcionaram, o mais emocionante, para ele, são as contribuições médicas. Ele lembra um caso de 1996 em que um time de cirurgiões ia promover a separação entre gêmeas siamesas, mas somente uma delas ficaria com uma estrutura óssea que lhe permitiria andar. Diante dessa perspectiva, os médicos usaram uma impressora 3D e, usando o modelo ósseo das meninas, imprimiram um modelo de osso da perna grande o bastante para ser dividido entre as duas. Vitória da impressão 3D!


Na BioArchitects

Na BioArchitects, há duas impressoras 3D guardadas em uma sala. A maior delas tem um tamanho que impressiona: com dimensões 1,4 x 1,26 x 1,1 m quando chegou à empresa, foi preciso tirar o vidro da janela para que ela pudesse ser içada e trazida para o interior do escritório. As máquinas operam com resina polimérica líquida que permite criar modelos com cores e texturas diferentes, das mais variadas. Com essas configurações, é possível imprimir formas impossíveis de serem criadas de outra maneira, réplicas de ossos e órgãos do corpo humano, e tudo isso customizado totalmente, seguindo as medidas exatas de cada paciente específico.



BioModelo de fêmur com estrutura trabecular

Com um desses modelos em mãos, os médicos podem praticar cirurgias delicadas antes de ter de fazê-las realmente. É uma tecnologia que pode revolucionar a prática e o ensino nas áreas da saúde. E é um ganho imensurável para quem precisa passar por uma operação de risco, que contará com um procedimento mais preciso e seguro, porque, de posse dessas réplicas, o médico treina procedimentos e compreende mais sobre a anatomia do paciente. Afinal, o futuro é agora, e podemos aproveitar o melhor do que a tecnologia tem a nos oferecer já.

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